Top O Lisboeta Observador: Março 2010
terça-feira, março 30, 2010
Amedeo Modigliani


Amedeo Modigliani nasceu a 12 de Julho 1884, em Livorno, na Toscana. Modigliani é uma cidadezinha ao sul de Roma de onde uma antiga família judaica tirou seu nome. O avô de Amedeo era um rico banqueiro, mas o pai Flaminio, não passava de um pequeno homem de negócios, às portas da ruína. A sua mãe Eugénie Garsin, descendia de uma família de judeus Sefarditas estabelecida em Marselha, na França, cujas origens remontam ao filósofo Espinosa. Amedeo era o quarto filho do casal.

Eugénie sentia uma ternura toda especial por Amedeo, nascido tardiamente e na pobreza. Ela se perguntava no seu diário: "Será ele um artista?" A pergunta tinha seus fundamentos. No liceu de Livorno, onde o garoto estudava, os professores percebiam sua inclinação pelo desenho. Frequentemente, porém, faltava às aulas. Motivo: doença. Em 1895, com onze anos, contrai pleurisia. Em 1898, febre tifóide com complicações pulmonares. Ocupa o tempo de repouso com leituras escolhidas pela mãe: poesia clássica e moderna, ensaios ricos de máximas, aforismos e sentenças (que tanto gostaria de citar de memória em conversas nos cafés de Paris), textos de história da arte.

Modigliani sonha com Paris. Como tantos outros, de outros países, via a sua terra natal como uma província confinada, cujo presente nada acrescentava às glórias artísticas do passado. Um jovem catalão realizou esse sonho em 1900. Chamava-se Pablo Picasso. Em 1904, foi a vez do italiano Brancusi. Em 1906, o espanhol Juan Gris, o russo Kandinsky. O italiano Modigliani.

Ele revolucionou o mundo das artes como um cometa, dançando sobre as mesas, embriagado de paixão pela vida. Inspirado pelo amor e consumido pela obsessão. Ele é o famoso pintor italiano Amedeo Modigliani, um génio criativo que viveu e absorveu a charmosa Paris do início do século XX, com uma atracção incontrolável pela beleza. Sempre com a mesma intensidade, boémio, o judeu Modigliani amou a católica Jeanne Hebuterne e odiou o genial Pablo Picasso.
Faleceu em Paris a 24 de Janeiro de 1920.




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quinta-feira, março 25, 2010
Geert Chatrou


Geert Chatrou assobiando as Czardas, de Vittorio Monti, com a Orquestra Sinfônica de Kiel

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quinta-feira, março 11, 2010
José Megre

Livro póstumo de José Megre

Aventureiro e viajante infatigável, nascido em Lisboa (1942 -2009), José Megre foi o "Pai" do todo terreno em Portugal. O Rali Transibérico, integrado na Taça do Mundo de todo-o-terreno, começou por ser a Maratona de Portalegre, em 1987, e da Baja Portugal, em 1988.
Deixou-nos um testemunho fotográfico e um texto de mais 50 anos a viajar pelo mundo de carro.
"Como eu vi Todos os países do Mundo (menos um) " é o título do álbum de 540 páginas, a grande maioria preenchida com fotos tiradas pelo autor, que escreveu todos os textos da obra, antes de falecer, há um ano, escrevem os dois filhos de Megre na introdução à obra.
O gosto pelas viagens, conta, começou quando tinha apenas 13 anos e nasceu numa deslocação com os pais à Galiza. A última viagem que conseguiu realizar, antes de adoecer, em 2008, foi ao Haiti.
Da Antártida ao Norte da Europa, da Ásia às Américas, José Megre percorreu cerca de 2,8 milhões de quilómetros em 193 países do mundo - circunstâncias várias fizeram com que não pudesse inscrever na sua lista apenas o Iraque.
O homem que participou várias vezes no famoso rally todo-o-terreno Paris-Dakar e organizou expedições em viaturas em quase todos os continentes, alimentava a ideia de que viajar é o "melhor que se pode fazer na vida".
Os recordes de visitas foram batidos pelas 104 vezes que esteve no Reino Unido e pelas 84 que se deslocou a França, seguidas depois pela Argélia, onde registou 32 permanências nas suas notas, neste caso alimentado pelo fascínio pelo deserto do Saara.
Mas o seu grande objectivo não era apenas acumular carimbos no passaporte, mas antes "tentar ver de carro tudo o que havia de mais interessante e bonito em cada país".

Obra: Como eu vi Todos os Países do Mundo (menos um).
Autor: José Megre
Editora: Megre Motorsport
N.º de páginas: 540
ISBN: 978-989-96439-01
Ano de publicação: 2010

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terça-feira, março 09, 2010
Maria Helena da Rocha Pereira

 


Maria Helena da Rocha Pereira, Catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e também a primeira catedrática da Universidade, autora de uma obra vastíssima no domínio dos estudos helénicos recebeu o Prémio Vida Literária, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores.
Nada melhor de que reler a entrevista que, há um ano, deu ao jornalista António Guerreiro e que foi publicada no jornal Expresso (Actual) (Fotografia de José Ventura)

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quarta-feira, março 03, 2010
Pictorial Webster's



Pictorial Webster's: Inspiration to Completion from
 John Carrera on Vimeo.
From the discovery of the 1898 International Dictionary to linotyping the entries to printing the last print on the vandercook to cutting the fingertabs of the deluxe edition, this video gives a quick overview of the process of creating the Pictorial Webster's fine press edition.

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