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terça-feira, dezembro 16, 2014
Há muitas formas de condicionar a justiça!


Expresso, 1º Caderno, 13/12/2014.

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terça-feira, dezembro 02, 2014
Cante Alentejano - Sócras

 
   Publicado a 01/12/2014
   A minha Homenagem ao Cante Alentejano

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terça-feira, novembro 25, 2014
A culpa é do motorista





Talvez não fosse má ideia as pessoas lerem o livro acima referido.
É só um contributo para perceber a génese da corrupção desta 3ª República.
O famoso excerto do DVD Freeport,  em que Charles Smith chama corrupto a José Sócrates, emitido novamente pela TVI - desta vez com o som e imagem originais.

Carregado a 17/04/2009

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quarta-feira, junho 25, 2014
Não ao branqueamento de Sócrates.




Manifesto em defesa de Seguro diz que governo de Sócrates foi um desastre

Por Luís Claro

publicado em 25 Jun 2014 - 05:00

Os ex-dirigentes Henrique Neto, Ventura Leite, Rómulo Machado e Gomes Marques criticam declaração dos históricos do PS

Um grupo de militantes do PS veio responder à declaração dos notáveis do partido a pedir "uma rápida clarificação no PS". O apelo, com a assinatura de Jorge Sampaio, Manuel Alegre, Almeida Santos e Vera Jardim merece uma resposta dura num texto, a que o i teve acesso e que publica na íntegra, intitulado "Sejamos consequentes", em que a governação de José Sócrates é classificada como um "descalabro" e é claro o apelo aos socialistas para que não deixem voltar ao poder "os mesmos que no PS conduziram Portugal para o desastre".
São quatro os socialistas - Henrique Neto, Ventura Leite, Rómulo Machado e António Gomes Marques - que dizem ter recebido com "surpresa" a declaração dos notáveis, que consideram ser "a favor de António Costa". Alguns destes socialistas ocuparam cargos de relevo no PS, como Henrique Neto, que foi dirigente do partido e deputado, e Ventura Leite, que foi deputado nos tempos de Sócrates, mas entrou em ruptura com o partido por discordar da governação do então primeiro-ministro. Na resposta aos notáveis, o grupo de ex-dirigentes lamenta que "estas quatro personalidades" do PS se tenham mantido "quase sempre caladas" durante os anos em que Sócrates governou o país. "Nesse período sempre verificámos com angústia, como certamente muitos outros portugueses e socialistas, que o interesse nacional andou a reboque dos interesses partidários do grupo no poder, sem que isso tivesse conduzido a uma posição tão relevante como a que agora foi tornada pública."

CRÍTICAS A SÓCRATES Com a "plena consciência" de que estão a tomar uma "posição impopular", estes militantes socialistas defendem que o "mau governo" da coligação PSD/CDS não pode fazer esquecer que não foi a direita que "preparou o terreno para os cortes salariais, para as privatizações feitas sem critério e para o descrédito das instituições". A culpa, assumem, foi dos governos do PS: "Fomos nós socialistas que o fizemos e quanto mais rapidamente o compreendermos melhor será para o PS e para Portugal."
Os erros cometidos nos tempos de Sócrates são para estes socialistas razão mais que suficiente para impedir o regresso ao poder dos "mesmos que conduziram Portugal para o desastre". Isso seria, dizem, um "crime contra a Nação Portuguesa e um ultraje aos princípios e valores do Partido Socialista".
As críticas destes ex-dirigentes do PS à governação de Sócrates são antigas. Joaquim Ventura Leite protagonizou, em 2009, um momento pouco habitual no parlamento com um deputado socialista a pedir ao governo que invertesse o rumo, sob pena de conduzir o país ao "desastre" e ao "descrédito" no plano internacional.
O empresário Henrique Neto foi das vozes mais críticas, a nível interno, nos tempos de Sócrates. Em 2011, o ex-deputado pediu mesmo a demissão de Sócrates da liderança para permitir uma renovação a tempo das eleições legislativas desse ano. Rómulo Machado foi dos poucos que, no congresso de 2011, levantaram a voz contra Sócrates para o acusar de ter levado o país à bancarrota.
Os quatro militantes lamentam ter sido "ignorados" e "frequentemente vilipendiados, apenas por denunciar os erros, os jogos de interesses e os estragos que a governação do PS estava a infligir a Portugal". Três anos depois de Sócrates ter saído do governo, o grupo de militantes entra na disputa entre Costa e Seguro para tentar evitar o regresso dos que acusam de ter levado Portugal para "os braços da dependência internacional e para o sacrifício de milhões de portugueses". 

Fonte: Jornal I  


Por Jornal i
publicado em 25 Jun 2014 - 05:00 

Foi com alguma surpresa que na passada sexta-feira lemos em dois jornais, “Público” e i, que quatro notáveis militantes do Partido Socialista – Jorge Sampaio, Manuel Alegre, Vera Jardim e Almeida Santos – tomaram uma posição pública na actual contenda partidária do PS, pedindo urgência na solução do diferendo, posição que, intencionalmente ou não, é nas actuais circunstâncias favorável à candidatura de António Costa, mas dizendo, apesar de tudo, o que deveria ser para todos óbvio: “um partido não existe para si mesmo” e que “a prioridade é sempre Portugal”.

É esta frase óbvia que nos obriga a publicar este texto. Porque dificilmente haveria um outro tempo em que a frase tivesse tido maior oportunidade em ser usada do que durante os seis trágicos anos do descalabro económico, financeiro e social, que foi a governação de José Sócrates. Infelizmente, estas quatro relevantes personalidades do Partido Socialista mantiveram-se quase sempre caladas durante esse período, ou pior, colaboraram com as diatribes do então secretário-geral e primeiro-ministro, incluindo actos pouco democráticos, como alguns dos protagonizados pelo Dr. Almeida Santos. Nesse período sempre verificámos com angústia, como certamente muitos outros portugueses e socialistas, que o interesse nacional andou a reboque dos interesses partidários do grupo no poder, sem que isso tivesse conduzido a uma posição tão relevante como a que agora foi tornada pública.

Temos a plena consciência de que esta nossa tomada de posição é impopular em muitos sectores, fora e dentro do PS, na justa medida em que nos habituámos a venerar acriticamente os nossos maiores, aqueles que com maior ou menor razão e justiça se guindaram ao topo do poder político em Portugal. Fazemo-lo porque, como alguns outros socialistas, ganhámos esse direito durante esses seis anos, porque como militantes socialistas fomos ignorados nas nossas críticas, frequentemente vilipendiados, apenas por denunciar os erros, os jogos de interesses e os estragos que a governação do PS estava a infligir a Portugal. Escrevemos dezenas de textos, participámos em dezenas de programas de rádio e de televisão e, como alguns outros, sofremos o silêncio cúmplice de quem tinha a obrigação e o poder de evitar que o PS conduzisse Portugal para os braços da dependência internacional e para o sacrifício de milhões de portugueses.

Sejamos sérios, o actual governo de maioria PSD/CDS é um mau governo, que não sabe ou não quer evitar mais sacrifícios aos portugueses, mas não foi este Governo que preparou o terreno para os cortes salariais, para as privatizações feitas sem critério e para o descrédito das instituições. Fomos nós socialistas que o fizemos e quanto mais rapidamente o compreendermos melhor será para o PS e para Portugal. Inversamente, fazer voltar ao poder político os mesmos que no PS conduziram Portugal para o desastre, é um crime contra a Nação Portuguesa e um ultraje aos princípios e valores do Partido Socialista.

Lisboa, 24 de Junho de 2014

António Gomes Marques
Henrique Neto
Joaquim Ventura Leite
Rómulo Machado

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quinta-feira, maio 29, 2014
Biografia de Jorge Coelho que ninguém comenta...

                                             Fernando Esteves

“Parece que Macau é um poço de segredos”
MAIO 19, 2014
Ao escrever a biografia de Jorge Coelho, Fernando Esteves revisitou Macau do final dos anos 1980. E percebeu que, quase 25 anos depois, o escândalo do fax e a teia de poder de Mário Soares ainda deixam mais perguntas que respostas.
“Jorge Coelho, o Todo-Poderoso”, de Fernando Esteves, não é um livro sobre Macau. É a biografia não autorizada de Jorge Coelho, para a qual o socialista deu o testemunho sob o compromisso de não a ler previamente ou interferir na sua construção. Mas a passagem do político português pelo território – entre 1988 e 1991 – torna obrigatório o regresso a um dos episódios que recolocou Macau nas páginas dos jornais portugueses: o escândalo do fax (1990) que levou à demissão do então Governador, Carlos Melancia, e que aqui quebra um silêncio de décadas.
Neste livro que estará à venda em Macau na Livraria Portuguesa, o editor de política da revista portuguesa Sábado, mostra ainda como Jorge Coelho, que ganhou a fama de “bombeiro” em Macau, se tornou num dos mais poderosos políticos portugueses.
-  Apesar de ser uma biografia parece ter tido o cuidado de retratar o estilo de vida de Macau no final dos anos 1980. Porquê?
Fernando Esteves – Essa é uma preocupação em todo o livro. Decidi partir do princípio que as pessoas não conheciam a realidade macaense, assim como não conheciam em detalhe a história do PS. Mas com Macau tive uma preocupação acrescida, pois realmente as pessoas não conhecem. Antes [de escrever o livro] falei com muitas pessoas, com amigos meus, pessoas cultas e informadas e a única coisa que elas sabiam sobre Macau era a história do fax. E sabiam-na mal. Não sabiam como é que o fax tinha ido parar ao [semanário]  “O Independente”, não sabiam o que estava em causa, que tinha havido um problema com uma empresa alemã, etc. 
- E qual foi a participação de Jorge Coelho nesse episódio?
F. E. – Foi razoavelmente residual. Ele é o homem que avisa Carlos Melancia através de um telefonema que a história está na capa d’ “O Independente”. O segundo telefonema é de Stanley Ho…
- O que é sintomático…
F. E. – O que é sintomático. Ele oferece-se para o ajudar dizendo-lhe que pode falar com o Governo chinês. Mas nessa altura Carlos Melancia achava que tinha a proteção de Mário Soares [então Presidente da República]: foi ele que o nomeou para o cargo, era amigo e [ele, Melancia] conseguia financiamentos para o Partido Socialista através destas empreitadas.
- Como assim?
F. E. – Não havia um favorecimento directo, digamos assim. Neste caso a Weidlepan pagou 50 mil contos [hoje mais de 6 milhões de patacas] para ser admitida num concurso contra outras empresas que também tinham pago para entrar. Esse dinheiro – embora isso não esteja provado – destinar-se-ia a financiar a campanha eleitoral de reeleição de Mário Soares [em 1991]. Mário Soares não é inocente nesta história. Não é por acaso que Carlos Melancia o acusa de traição. É que na sequência do episódio ele vai a Belém [a sede da Presidência da República portuguesa] absolutamente convencido de que sairia de lá com um reforço de confiança por parte de Soares. E o que ele lhe diz foi: “Agora só estou a pensar na minha reeleição e você é um elemento tóxico. Portanto ou se demite ou eu demito-o. E era mais digno se fosse você a demitir-se”. E Carlos Melancia acaba por se demitir.
- Carlos Melancia, que deu o seu testemunho para o livro, falou pela primeira vez sobre este caso.
F. E – Há três revelações politicamente relevantes neste capítulo. O Carlos Melancia ter aceitado falar – nunca tinha falado sobre o assunto – e acusar Mário Soares de traição. O papel de Soares em todo este episódio tem sido continuamente alvo de limpeza em termos comunicacionais. Só há uma pessoa em Portugal que investigou este caso a sério, que foi Joaquim Vieira e pagou o preço por tê-lo feito [foi afastado do semanário Expresso]. Afrontar o Mário Soares em Portugal é crime. Mário Soares tem muito boa imprensa, muito poder e os jornalistas nunca tiveram coragem de o afrontar.  A terceira revelação é o facto de o Carlos Melancia dizer que o dinheiro – os 50 mil contos – foram devolvidos à Weidlepan pelo Rui Mateus [um dos fundadores do Partido Socialista].
- O Joaquim Vieira [também autor da biografia de Mário Soares] disse que ao investigar os episódios passados em Macau sentiu que eram ainda obscuros. Neste livro também sentiu essa relutância?
F. E. – Sim. Parece que Macau é um poço de segredos. As pessoas sabem todas muito mais do que querem dizer. Ou melhor, do que podem contar. O Jorge Coelho disse-me: “Sei tudo o que se passou [do escândalo do fax], mas não lhe vou contar”. Outras pessoas que sabem a história também não quiseram contar. E pergunto-me…
- Quem estão a proteger?
F. E. – Sim, quem estão a proteger. De quem têm medo. Por norma quando passa muito tempo as verdades históricas começam a vir ao de cima. No entanto, o que temos são ainda suposições. Não posso dizer com toda a propriedade – assim como Joaquim Vieira não o faz – que os 50 mil contos foram para Mário Soares e para a reeleição. Existem fortíssimos indícios de que isso tenha acontecido, mas também pode não ter sido. Não há ninguém que tenha a coragem de o dizer. Nem o Carlos Melancia que falou pela primeira vez sobre o caso. O que é muito sintomático sobre a forma como as pessoas se relacionam com o seu passado no território.
- Nas entrelinhas do que diz parece perceber-se que a pessoa que querem proteger é Mário Soares.
F. E. – É Mário Soares, acho que sim. Mário Soares é o ‘paterfamilias’ do PS. A partir do meio do primeiro mandato o único interesse dele é a reeleição. Ponto. Ele é uma pessoa que vinha de famílias abastadas. Não é pessoa que procure dinheiro. Mas precisava de dinheiro para se reeleger. E há outro pormenor entretanto – ele foi convencido pelas pessoas que o rodeavam que com a privatização da comunicação social [em Portugal] precisava de um grupo de media para o ajudar na reeleição. De ter boa imprensa. E acabou por patrocinar de forma discreta a criação de um grupo de media [Emaudio]. Procurou investidores como Rupert Murdoch [da News Corporation] e Robert Maxwell [do Mirror Group]. E depois aparece o investimento na TDM também… [a possibilidade de entrada de capital no canal de televisão].
- Que acaba por cair…
F. E. – Porque o Maxwell achou que havia coisas que não eram transparentes e decidiu sair. Percebeu que era um projecto político destinado a financiar uma campanha eleitoral.
- Refere as circunstâncias em que Jorge Coelho foi essencial em Portugal. Por exemplo, na escolha de José Sócrates como candidato do PS antes das eleições de 2005. Em Macau é possível saber o que poderia ter sido diferente se não fosse Jorge Coelho?
F. E. – Acho que a passagem dele pelo Governo de Macau não é decisiva. Apesar de tudo foi uma figura secundária. Teve numa pasta importante [secretário-adjunto para a Educação e Administração Pública], mas não essencial e esteve pouco tempo. Não acho que tenha deixado uma marca indelével no território como deixou em Portugal. Cimentou uma aura de competência e combatividade, importante para ganhar espaço no PS. Veio para cá como militante anónimo e voltou como membro do Governo [ministro-adjunto de António Guterres].
- Foi mais Macau que fez por ele do que o contrário?
F. E. – Sim. Macau ajudou mais Jorge Coelho, do que ele Macau.
- Como Jorge Coelho recorda Macau?
F. E. – Há aqui um vínculo inexplicável. Todas as pessoas que entrevistei sobre Macau sentem uma nostalgia enorme sobre o tempo que passaram aqui ou acompanham essa nostalgia com um desejo fortíssimo de voltar. Jorge Coelho não deseja voltar até porque a vida dele mudou muito, mas fala com um carinho brutal e saudade enorme. Acho que o território deve ter algum segredo porque marca de forma brutal as pessoas. Aliás, um dos capítulos fala sobre a subida do António Guterres ao poder em 1995 e quando se forma o que na altura se designou “Grupo de Macau”. Um conjunto de pessoas que passou pela administração de Macau e que depois “contaminou” todo o primeiro governo de Guterres.
- Foram quatro ministros…
F. E. – Foram quatro ministros, mas também secretários de Estado, chefes de gabinete, assessores… Toda a administração estava carregada de pessoas que vieram de Macau. Há ali laços de solidariedade… Nem sequer digo no sentido depreciativo. Não estou a dizer que seja um lobbyorganizado. O que acontece é que se criaram laços de solidariedade tão fortes que as pessoas quando precisavam de escolher entre duas figuras para um lugar escolhiam a que esteve no território pois havia aqui uma espécie de irmandade.
- Entrevistou as pessoas de Macau, mas nunca veio cá?
F. E. – Nunca. Aliás, tem sido muito curioso estar cá [o jornalista veio acompanhar Cavaco Silva]. Ontem passei à frente do antigo Palácio do Governador. Abro o capítulo sobre Macau com um episódio épico da passagem do Jorge Coelho por aqui, que cimentou a alcunha dele de “bombeiro”. É uma manifestação de 2500 polícias à frente do Palácio sob uma chuva tremenda. Eles manifestavam-se pelo facto de os outros funcionários públicos terem sido aumentados e eles não. O Governo entrou em pânico e ninguém teve coragem de encarar a multidão. Aquilo estava muito complicado. Os polícias ameaçavam invadir o Palácio. Entretanto as autoridades chinesas já tinham uma força de intervenção pronta a entrar no território e é Jorge Coelho que salva a situação. Ele estava a passar pelo Palácio a caminho de casa e eles falam-lhe da possibilidade de os chineses irem lá limpar aquilo [um representante dos chineses no território disse que estavam 5000 militares na fronteira à espera de avançar]. E ele diz: “No momento em que deixarmos que os chineses venham aqui, a nossa presença deixa de fazer sentido. Estamos a admitir que não somos capazes de administrar o território. Vamos ter de ser nós a resolver”. Então vai para a frente do Palácio, sobe a um carro com um megafone [e tradutor ao lado] e começa aos berros naquele estilo bélico dele e quando acabou de falar vê que a multidão dispersou.
- Tal como Jorge Coelho outras jovens promessas do PS como António Vitorino e Maria de Belém passaram por Macau. Macau é como um propulsor? Teve o efeito de fazer com que alguém que chegava como anónimo saísse como membro do Governo?
F. E. – Com algumas pessoas teve. Era uma maneira de relançar a sua carreira política. Era uma questão de aventura, por outro lado ganhavam mais dinheiro e prestígio que não teriam em Portugal.
- Há o caso de Rosado Correia, ex-ministro português, que foi interceptado no aeroporto com uma mala de dinheiro de Macau que ia levar para o PS. Um dos interesses de enviar tantas pessoas para o território era o de angariar financiamento para o partido?
F. E. – Não posso dizer de forma taxativa. Mas se quiser a minha opinião, acho que sim. Mas é uma opinião que não está alicerçada em factos. Acho que o PS sabia que passava aqui muito dinheiro. [Quem vinha para cá] estava muito longe de Portugal e eles nomeavam comissários políticos que lhes pudessem fazer chegar o dinheiro.

P. S. A. 
Fonte: Ponto Final   


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segunda-feira, maio 19, 2014
Manifesto "NUNCA MAIS"


Manifestos sim, são úteis, mas também criminalizar os políticos corruptos que até estão muito bem identificados.
Fazia-se assim justiça mínima aos milhares de desempregados, que esta crise provocou ao nosso país.
É o mínimo desejável para um estado de direito.
Seria assim uma democracia mais saudável.

Pensem nisso…


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terça-feira, dezembro 10, 2013
Os responsáveis pelo genocídio do 27 de Maio de 1977 em Angola

Fundação lança “Matadores do 27 de Maio” em Dezembro 

(Clique acima)

Paris – Com o apoio de uma organização filantrópica portuguesa, a Fundação 27 de Maio prevê lançar no próximo dia 10 de Dezembro  do corrente, nas cidades de Luanda (Angola), Lisboa (Portugal) e Paris (França), a sua mais recente obra intitulada “Matadores do 27 de Maio”, soube este portal noticioso junto de uma fonte daquela organização não-governamental. 

De acordo com a nossa fonte, a referida obra esta ser traduzida, neste preciso momento, em cinco línguas nomeadamente, português, francês, inglês, espanhol e alemão, será comercializa a preço de 1000 kwanzas, em Luanda, e 7 euros nos países europeus. “Reservaremos alguns exemplares para ofertar em algumas figuras ligadas a nossa praça e aos estudantes com pouco rendimento”, avançou.
Como é sobejamente sabido que no início deste ano, os responsáveis da Fundação 27 de Maio, os generais Silva Mateus e José Fragoso, chegaram de anunciar repetidamente, através dos programas radiofónicos “Zwela”, da Rádio Despertar, e “Angola Fala Só” da Voz de América, o lançamento da obra em questão.
“Tal como prometemos no início deste ano através da imprensa angolana e não só, a Fundação 27 de Maio vai dar a conhecer aos angolanos e a comunidade internacional, através deste livro, os rostos e nomes de algumas pessoas que tiveram, voluntariamente, ligada a este genocídio que provocou à morte a mais de 80 mil angolanos em todo território nacional”, relembrou a fonte.
O livro “Matadores do 27 de Maio”, segundo a fonte que vimos a citar, começou a ser preparado desde os finais de 2011, em Luanda. “Pelo género da obra, esta ser um desafio muito grande para Fundação uma vez que algumas pessoas citadas são figuras ligadas ao actual regime (do MPLA) e ocupam grandes cargos públicos”, frisou.
Este portal soube ainda que a referida obra (que traz um total de 45 figuras na capa e contracapa, como ilustram as imagens) terá uma tiragem inicial de 100 mil exemplares (50 mil em português e 10 mil noutras línguas), igualmente trará o timbre de uma famosa editora portuguesa (cujo nome omitimos propositadamente a pedido da fonte). 
De recordar que no último dia 27 de Maio do corrente, o Bureau Político do MPLA tornou público uma declaração, alegando o aproveitamento político do ocorrido a 27 de Maio de 1977 por parte de cidadãos que, não tendo estado directamente envolvidos nas acções à volta desses acontecimentos e das suas consequências, distorcem a verdadeira razão dos factos.
“Factos esses que o MPLA continua a omitir, pois os dois primeiros livros da Fundação 27 de Maio, e outros que já foram publicadas, retratam a mesma história. Se o BP do MPLA achar que é calunia então o desafiamos publicamente a dar a sua versão”, rematou.


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segunda-feira, junho 24, 2013
Alta corrupção no Brasil.



O Fim de Lula e Dilma: Escândalo Bilionário na Petrobras é Maior Que o Mensalão 

Clique acima e leia a história: A compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobrás é o grande escândalo que o PT vinha abafando, mas acabou chegando ao Tribunal de Contas da União e com largas chances de aterrissar na Justiça Criminal.

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sábado, abril 27, 2013
Angola é um país "governado por criminosos"


Ex-embaixador diz que Angola é um país "governado por criminosos"
23-04-2013 19:51

Tendo por base um relatório duas ONGs, Adriano Parreira afirmou que "as vítimas" são os angolanos, que continuam a ser empobrecidos pelo seu próprio Governo.

O antigo embaixador de Angola junto da ONU, em Genebra, Adriano Parreira, considera que o país é "governado por criminosos" e as vítimas da corrupção são os angolanos.

"Angola é governada por criminosos", disse esta terça-feira, em Bruxelas, num debate promovido pela eurodeputada portuguesa Ana Gomes (PS), nas instalações do Parlamento Europeu, sobre o relatório "Deception in High Places", que denuncia um alegado negócio de corrupção entre Angola e a Rússia. 

"As vítimas são os angolanos, que continuam a ser empobrecidos pelo seu próprio Governo", salientou o ex-embaixador, que interveio no debate, referindo-se às indicações do relatório das organizações não-governamentais “Corruption Watch” e a Associação Mãos Livres. 

Segundo o relatório, altos responsáveis de Luanda - incluindo o Presidente – podem ter estado envolvidos num contrato de restruturação de dívida à Rússia, nos anos 1990, que terá lesado Angola em mais de 700 milhões de dólares. 


"É chocante a facilidade dos negócios sujos, de como são feitos aos olhos de todos", salientou, reiterando que foi já apresentada uma queixa junto da Procuradoria-Geral da República em Luanda, da qual é um dos autores. 

De acordo com o relatório, em causa está um acordo para reestruturar a dívida de Angola à Rússia que data dos anos 1990 e que terá beneficiado várias figuras do regime e intermediários. 

Distribuição de dinheiro
"Como partes centrais do contrato estiveram Pierre Falcone e Arcadi Gaydamak", dois empresários envolvidos no escândalo Angolagate, sobre venda ilícita de armamento francês a Angola nos anos 1990, um caso julgado em 2009 em França, refere um comunicado da organização anti-corrupção com sede no Reino Unido e da Associação Mãos Livres, defensora de direitos humanos, composta por advogados e com sede em Luanda. 

Angola entregou à Rússia notas promissórias no valor de 1,5 mil milhões de dólares, que tencionava pagar ao longo de 15 anos, mas a Rússia envolveu no negócio a intermediária Abalone Investments (constituída pelos empresários Gaydamak e Falcone) que viria a comprar essas notas à Rússia a metade do preço, com pagamento durante sete anos. 

Luanda, no entanto, pagou à Abalone os 1,5 mil milhões de dólares para liquidar as "notas promissórias", pagamentos que eram provenientes da petrolífera estatal angolana, Sonangol, e envolveram o banco suíço UBS. 

Segundo o relatório divulgado pelas ONG, o negócio terá beneficiado o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, em 36 milhões de dólares, enquanto cerca de 38 milhões de dólares foram distribuídos por quatro outros altos funcionários públicos angolanos. 

Nas recomendações do relatório, as ONG instam a União Europeia a garantir que a directiva (lei europeia) sobre branqueamento de capitais preveja fortes controlos sobre o registo de proprietários de empresas.

Fonte: RR
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=105086

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segunda-feira, outubro 15, 2012
A sanguessuga


Lendo a blogosfera & jornais diários


"A Fundação Mário Soares vai receber, nos próximos dois anos, 210 mil euros de apoio financeiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ao todo, entre 2008 e 2014, a fundação presidida pelo próprio Mário Soares receberá do Estado um total de 1,8 milhões de euros" (in Correio da Manhã).

(clique no link)

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quinta-feira, setembro 06, 2012
É só para relembrar...


É só para relembrar aos “indignados” o porquê da nossa situação calamitosa actual.

Análise à auditoria do Tribunal de Contas sobre PPP
José Gomes Ferreira fala sobre Parcerias Público-Privadas (PPP) ruinosas.

O Tribunal de Contas fala de omissão de informação e 700 milhões de euros a mais.

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sexta-feira, julho 13, 2012
O parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal


Paulo Morais, ex-vice-presidente da CM do Porto e vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade" diz que o parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal e que a corrupção é a verdadeira causa da crise.

Entrevista de Luís Gouveia Monteiro.



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quarta-feira, julho 11, 2012
Fumaça para os olhos




O barulho e histerismo à volta da licenciatura “expresso” do senhor Relvas, (apesar de imoral como todas as outras do mesmo género), não é mais do que uma cortina de fumo para tentar fragilizar o governo e o ministro Miguel Relvas, que está prestes a mexer em interesses há muito estabelecidos em áreas que são verdadeiros buracos sem fundo para os nossos impostos.
  
Dois exemplos que são emblemáticos:
A privatização da RTP, a redução do número de autarquias e a fusão do número de juntas de freguesias.

A privatização da RTP impõe-se há muito, hoje mais do que nunca.
Estamos a falar de 12 canais de televisão e 15 canais de rádio para prestar um serviço público que pode ser contratado a privados.
No ano em curso, (2012) o esforço financeiro público com a RTP totaliza "508 milhões de euros", incluindo cerca de 344,5 milhões com a liquidação da dívida de médio e longo prazo, efectuada no primeiro trimestre do ano.

A campanha que o semanário Expresso faz é disso prova.
No Sábado passado lá vinha um “Manifesto contra a privatização da RTP”  
Só que nesse manifesto se esquecem de explicar para que serve 12 canais para o dito serviço público.

Como a privatização da RTP não serve os interesses do grupo Balsemão/Impresa,  o semanário transformou-se num “opositor” ao governo como por encanto.

Obviamente que aqui a palavra opositor é para ser simpático. Deve-se dizer sim, que estão a fazer uma campanha negra  contra o governo.
Então há que criar ou empolar notícias e prolongar casos seja de que maneira for para fragilizar o já celebre ministro e respectivo governo.

Aqui o Expresso e a Sic funcionam realmente bem nesta campanha.

É assim que estes grupos influenciam a opinião pública, (sempre ávida de escândalos) e gerem os seus interesses em detrimento de tudo o resto. Neste caso do contribuinte. 

Outros assuntos jornalísticos que não servem agora para o grupo, não são sequer referidos, aliás são quase tabu. 

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terça-feira, julho 10, 2012
De fraude em fraude.



A formação pedagógica dos professores e o aumento do número de alunos no ensino superior foram alguns dos temas debatidos na 1ª Sessão de Formação de Docentes da Universidade Lusófona, dia 12 de Novembro. Intitulada "Excelência Académica e Massificação na Universidade do séc. XXI", a sessão teve como orador o Diretor do Instituto de Ciências da Educação, António Teodoro. O investigador defendeu que no final do séc. XX, para além de um acréscimo do número de alunos, a universidade passou por uma "transformação qualitativa e de sentido".

Perceberam?
... no final do séc. XX, para além de um acréscimo do número de alunos, a universidade passou por uma "transformação qualitativa e de sentido".


O ambiente e o já velho compadrio habitual destas cerimónias feitas por encomenda. 

Com a “fantochada das novas oportunidades” e com o grau de exigência das nossas “universidades privadas” (verdadeiras máquinas de emissão de diplomas) o nosso meio académico já de si fraco e desacreditado vai se enterrando cada vez mais num lodaçal difícil de sair. 
Se o meio académico não for credível como pode ser o Pais? 
Urge realmente uma verdadeira reforma nas nossas universidades públicas e privadas.

Pela credibilização do ensino em Portugal.




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quarta-feira, junho 06, 2012
Mordomias da Assembleia da República Portuguesa


Por Tiago Mesquita 

“ O plutocrata não deixa nada, pois seu horizonte confunde-se com os gostos canalhas”

Não fiquei admirado com esta notícia do Expresso.
Até achei piada. Já desconfiava.
O grau de parolice e saloiice das exigências demonstrada é típico dos novos “burgueses” saídos desses grupos de escumalha que se constituíram em partidos.

É realmente assim: Uns pobres idiotas sem qualquer tipo de dignidade e respeito até pelos patetas que os elegem.

Mas o que mais acho graça (ou desprezo) e desperta a minha atenção é para um grupo de uns indivíduos, que quem os ouve falar, parece que são os donos da moral e de todas as virtudes humanas. Uns evangelistas (modernaços) na verdadeira acepção da palavra.   
  
Este tipo de gente, que se tratam entre si de "camaradas" que falam em nome do POVO, que andavam até tão indignados com a iniciativa do Pingo Doce, – a forma mais acabada da exploração capitalista, – não se indignam com estas mordomias pagas pelo contribuinte português?
Claro que não. Pudera! 

É realmente de desconfiar sempre de quem anda com o POVO permanentemente na boca.
Sempre muito preocupados com o Povo!
Sempre muito indignados e sempre a vociferar contra o capitalismo.
…esses malandros exploradores.

Pelo socialismo sempre. Pois claro!
Desde que seja o tal POVO a pagar as suas mordomias, senão como era?

Já alguém viu PCP ou o Bloco de Esquerda denunciar as mordomias da Assembleia da República? Estas e outras.

Claro que não, nem vão ver.
Eles andam muito atarefados em salvar o POVO! A esclarecer o Povo!

Perceberam?


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terça-feira, maio 22, 2012
Quem sabe...sabe! O resto é conversa fiada.


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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Face Oculta


in Público.


Já percebemos tudo pá!

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