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quinta-feira, fevereiro 08, 2018
Visita Guiada aos Muçulmanos do Al Andalus Castelo e Poço Cisterna de Silves - Portugal

Fazendo justiça ao que nos deixou escrito o grande al-Mut"amid, o rei-poeta de Sevilha entre 1069-1091, o castelo da cidade muçulmana de Silves permanece de uma beleza desconcertante. E o poço-cisterna do período imediatamente anterior à reconquista cristã é emocionante se conhecido pela mão de Rosa Varela Gomes, a arqueóloga que escavou os vestígios do al-Andalus em Silves. O lado português da Península Ibérica foi muçulmano durante quase cinco séculos, herança que lateja na nossa cultura e nas nossas veias mas que costumamos ignorar.
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Para aprofundar mais o tema vale a pena ler uma das principais obras de António Borges Coelho - Portugal na Espanha Árabe

Portugal na Espanha Árabe é considerada a principal obra de António Borges Coelho, historiador, poeta e teatrólogo português. Editado pela primeira vez entre 1972 e 1975 na Seara Nova, foi reeditado em 1989.

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segunda-feira, agosto 14, 2017


Grandes Livros - Episódio 2: "Peregrinação",
  de Fernão Mendes Pinto
Grandes Livros - Episódio 2: "Peregrinação", Fernão Mendes Pinto

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segunda-feira, agosto 07, 2017
Grandes Livros: "Peregrinação", Fernão Mendes Pinto - RTP

Grandes Livros: "Peregrinação", Fernão Mendes Pinto (RTP)
PortugalnoMundo2011

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quinta-feira, maio 29, 2014
Biografia de Jorge Coelho que ninguém comenta...

                                             Fernando Esteves

“Parece que Macau é um poço de segredos”
MAIO 19, 2014
Ao escrever a biografia de Jorge Coelho, Fernando Esteves revisitou Macau do final dos anos 1980. E percebeu que, quase 25 anos depois, o escândalo do fax e a teia de poder de Mário Soares ainda deixam mais perguntas que respostas.
“Jorge Coelho, o Todo-Poderoso”, de Fernando Esteves, não é um livro sobre Macau. É a biografia não autorizada de Jorge Coelho, para a qual o socialista deu o testemunho sob o compromisso de não a ler previamente ou interferir na sua construção. Mas a passagem do político português pelo território – entre 1988 e 1991 – torna obrigatório o regresso a um dos episódios que recolocou Macau nas páginas dos jornais portugueses: o escândalo do fax (1990) que levou à demissão do então Governador, Carlos Melancia, e que aqui quebra um silêncio de décadas.
Neste livro que estará à venda em Macau na Livraria Portuguesa, o editor de política da revista portuguesa Sábado, mostra ainda como Jorge Coelho, que ganhou a fama de “bombeiro” em Macau, se tornou num dos mais poderosos políticos portugueses.
-  Apesar de ser uma biografia parece ter tido o cuidado de retratar o estilo de vida de Macau no final dos anos 1980. Porquê?
Fernando Esteves – Essa é uma preocupação em todo o livro. Decidi partir do princípio que as pessoas não conheciam a realidade macaense, assim como não conheciam em detalhe a história do PS. Mas com Macau tive uma preocupação acrescida, pois realmente as pessoas não conhecem. Antes [de escrever o livro] falei com muitas pessoas, com amigos meus, pessoas cultas e informadas e a única coisa que elas sabiam sobre Macau era a história do fax. E sabiam-na mal. Não sabiam como é que o fax tinha ido parar ao [semanário]  “O Independente”, não sabiam o que estava em causa, que tinha havido um problema com uma empresa alemã, etc. 
- E qual foi a participação de Jorge Coelho nesse episódio?
F. E. – Foi razoavelmente residual. Ele é o homem que avisa Carlos Melancia através de um telefonema que a história está na capa d’ “O Independente”. O segundo telefonema é de Stanley Ho…
- O que é sintomático…
F. E. – O que é sintomático. Ele oferece-se para o ajudar dizendo-lhe que pode falar com o Governo chinês. Mas nessa altura Carlos Melancia achava que tinha a proteção de Mário Soares [então Presidente da República]: foi ele que o nomeou para o cargo, era amigo e [ele, Melancia] conseguia financiamentos para o Partido Socialista através destas empreitadas.
- Como assim?
F. E. – Não havia um favorecimento directo, digamos assim. Neste caso a Weidlepan pagou 50 mil contos [hoje mais de 6 milhões de patacas] para ser admitida num concurso contra outras empresas que também tinham pago para entrar. Esse dinheiro – embora isso não esteja provado – destinar-se-ia a financiar a campanha eleitoral de reeleição de Mário Soares [em 1991]. Mário Soares não é inocente nesta história. Não é por acaso que Carlos Melancia o acusa de traição. É que na sequência do episódio ele vai a Belém [a sede da Presidência da República portuguesa] absolutamente convencido de que sairia de lá com um reforço de confiança por parte de Soares. E o que ele lhe diz foi: “Agora só estou a pensar na minha reeleição e você é um elemento tóxico. Portanto ou se demite ou eu demito-o. E era mais digno se fosse você a demitir-se”. E Carlos Melancia acaba por se demitir.
- Carlos Melancia, que deu o seu testemunho para o livro, falou pela primeira vez sobre este caso.
F. E – Há três revelações politicamente relevantes neste capítulo. O Carlos Melancia ter aceitado falar – nunca tinha falado sobre o assunto – e acusar Mário Soares de traição. O papel de Soares em todo este episódio tem sido continuamente alvo de limpeza em termos comunicacionais. Só há uma pessoa em Portugal que investigou este caso a sério, que foi Joaquim Vieira e pagou o preço por tê-lo feito [foi afastado do semanário Expresso]. Afrontar o Mário Soares em Portugal é crime. Mário Soares tem muito boa imprensa, muito poder e os jornalistas nunca tiveram coragem de o afrontar.  A terceira revelação é o facto de o Carlos Melancia dizer que o dinheiro – os 50 mil contos – foram devolvidos à Weidlepan pelo Rui Mateus [um dos fundadores do Partido Socialista].
- O Joaquim Vieira [também autor da biografia de Mário Soares] disse que ao investigar os episódios passados em Macau sentiu que eram ainda obscuros. Neste livro também sentiu essa relutância?
F. E. – Sim. Parece que Macau é um poço de segredos. As pessoas sabem todas muito mais do que querem dizer. Ou melhor, do que podem contar. O Jorge Coelho disse-me: “Sei tudo o que se passou [do escândalo do fax], mas não lhe vou contar”. Outras pessoas que sabem a história também não quiseram contar. E pergunto-me…
- Quem estão a proteger?
F. E. – Sim, quem estão a proteger. De quem têm medo. Por norma quando passa muito tempo as verdades históricas começam a vir ao de cima. No entanto, o que temos são ainda suposições. Não posso dizer com toda a propriedade – assim como Joaquim Vieira não o faz – que os 50 mil contos foram para Mário Soares e para a reeleição. Existem fortíssimos indícios de que isso tenha acontecido, mas também pode não ter sido. Não há ninguém que tenha a coragem de o dizer. Nem o Carlos Melancia que falou pela primeira vez sobre o caso. O que é muito sintomático sobre a forma como as pessoas se relacionam com o seu passado no território.
- Nas entrelinhas do que diz parece perceber-se que a pessoa que querem proteger é Mário Soares.
F. E. – É Mário Soares, acho que sim. Mário Soares é o ‘paterfamilias’ do PS. A partir do meio do primeiro mandato o único interesse dele é a reeleição. Ponto. Ele é uma pessoa que vinha de famílias abastadas. Não é pessoa que procure dinheiro. Mas precisava de dinheiro para se reeleger. E há outro pormenor entretanto – ele foi convencido pelas pessoas que o rodeavam que com a privatização da comunicação social [em Portugal] precisava de um grupo de media para o ajudar na reeleição. De ter boa imprensa. E acabou por patrocinar de forma discreta a criação de um grupo de media [Emaudio]. Procurou investidores como Rupert Murdoch [da News Corporation] e Robert Maxwell [do Mirror Group]. E depois aparece o investimento na TDM também… [a possibilidade de entrada de capital no canal de televisão].
- Que acaba por cair…
F. E. – Porque o Maxwell achou que havia coisas que não eram transparentes e decidiu sair. Percebeu que era um projecto político destinado a financiar uma campanha eleitoral.
- Refere as circunstâncias em que Jorge Coelho foi essencial em Portugal. Por exemplo, na escolha de José Sócrates como candidato do PS antes das eleições de 2005. Em Macau é possível saber o que poderia ter sido diferente se não fosse Jorge Coelho?
F. E. – Acho que a passagem dele pelo Governo de Macau não é decisiva. Apesar de tudo foi uma figura secundária. Teve numa pasta importante [secretário-adjunto para a Educação e Administração Pública], mas não essencial e esteve pouco tempo. Não acho que tenha deixado uma marca indelével no território como deixou em Portugal. Cimentou uma aura de competência e combatividade, importante para ganhar espaço no PS. Veio para cá como militante anónimo e voltou como membro do Governo [ministro-adjunto de António Guterres].
- Foi mais Macau que fez por ele do que o contrário?
F. E. – Sim. Macau ajudou mais Jorge Coelho, do que ele Macau.
- Como Jorge Coelho recorda Macau?
F. E. – Há aqui um vínculo inexplicável. Todas as pessoas que entrevistei sobre Macau sentem uma nostalgia enorme sobre o tempo que passaram aqui ou acompanham essa nostalgia com um desejo fortíssimo de voltar. Jorge Coelho não deseja voltar até porque a vida dele mudou muito, mas fala com um carinho brutal e saudade enorme. Acho que o território deve ter algum segredo porque marca de forma brutal as pessoas. Aliás, um dos capítulos fala sobre a subida do António Guterres ao poder em 1995 e quando se forma o que na altura se designou “Grupo de Macau”. Um conjunto de pessoas que passou pela administração de Macau e que depois “contaminou” todo o primeiro governo de Guterres.
- Foram quatro ministros…
F. E. – Foram quatro ministros, mas também secretários de Estado, chefes de gabinete, assessores… Toda a administração estava carregada de pessoas que vieram de Macau. Há ali laços de solidariedade… Nem sequer digo no sentido depreciativo. Não estou a dizer que seja um lobbyorganizado. O que acontece é que se criaram laços de solidariedade tão fortes que as pessoas quando precisavam de escolher entre duas figuras para um lugar escolhiam a que esteve no território pois havia aqui uma espécie de irmandade.
- Entrevistou as pessoas de Macau, mas nunca veio cá?
F. E. – Nunca. Aliás, tem sido muito curioso estar cá [o jornalista veio acompanhar Cavaco Silva]. Ontem passei à frente do antigo Palácio do Governador. Abro o capítulo sobre Macau com um episódio épico da passagem do Jorge Coelho por aqui, que cimentou a alcunha dele de “bombeiro”. É uma manifestação de 2500 polícias à frente do Palácio sob uma chuva tremenda. Eles manifestavam-se pelo facto de os outros funcionários públicos terem sido aumentados e eles não. O Governo entrou em pânico e ninguém teve coragem de encarar a multidão. Aquilo estava muito complicado. Os polícias ameaçavam invadir o Palácio. Entretanto as autoridades chinesas já tinham uma força de intervenção pronta a entrar no território e é Jorge Coelho que salva a situação. Ele estava a passar pelo Palácio a caminho de casa e eles falam-lhe da possibilidade de os chineses irem lá limpar aquilo [um representante dos chineses no território disse que estavam 5000 militares na fronteira à espera de avançar]. E ele diz: “No momento em que deixarmos que os chineses venham aqui, a nossa presença deixa de fazer sentido. Estamos a admitir que não somos capazes de administrar o território. Vamos ter de ser nós a resolver”. Então vai para a frente do Palácio, sobe a um carro com um megafone [e tradutor ao lado] e começa aos berros naquele estilo bélico dele e quando acabou de falar vê que a multidão dispersou.
- Tal como Jorge Coelho outras jovens promessas do PS como António Vitorino e Maria de Belém passaram por Macau. Macau é como um propulsor? Teve o efeito de fazer com que alguém que chegava como anónimo saísse como membro do Governo?
F. E. – Com algumas pessoas teve. Era uma maneira de relançar a sua carreira política. Era uma questão de aventura, por outro lado ganhavam mais dinheiro e prestígio que não teriam em Portugal.
- Há o caso de Rosado Correia, ex-ministro português, que foi interceptado no aeroporto com uma mala de dinheiro de Macau que ia levar para o PS. Um dos interesses de enviar tantas pessoas para o território era o de angariar financiamento para o partido?
F. E. – Não posso dizer de forma taxativa. Mas se quiser a minha opinião, acho que sim. Mas é uma opinião que não está alicerçada em factos. Acho que o PS sabia que passava aqui muito dinheiro. [Quem vinha para cá] estava muito longe de Portugal e eles nomeavam comissários políticos que lhes pudessem fazer chegar o dinheiro.

P. S. A. 
Fonte: Ponto Final   


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terça-feira, maio 27, 2014
27 de Maio de 1977


A 27 de Maio de 1977, uma manifestação contra o MPLA levou ao massacre de milhares, senão dezenas de milhares, de pessoas. Hoje, praticamente não se fala desta tragédia em Angola; no estrangeiro, ninguém sabe sequer da sua existência. A jornalista Lara Pawson investigou os acontecimentos, e considerou-os em tudo equivalentes «aos massacres ordenados por Robert Mugabe, [...] e aos assassínios em massa da ditadura de Pinochet».
Entre Londres, Luanda e Lisboa, Pawson conseguiu o que até aqui nunca fora possível: passados 40 anos, vítimas e testemunhas –ainda hoje sob a tensão do medo –, e até mesmo alguns dos carrascos, decidiram falar sobre o massacre.

"Comecei a perceber que a purga de 1977 instalou uma cultura do medo, que por sua vez moldou toda uma geração. Perguntei a mim mesma como era possível que um acontecimento tão aterrador se mantivesse tão pouco conhecido fora de Angola?"

Lara Pawson, no jornal "The Guardian", sobre o 27 de Maio de 1977. "Em Nome do Povo - O Massacre Que Angola Silenciou" chega este mês às livrarias. 



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sábado, agosto 24, 2013
Aos 24 de Agosto de 1899 nasceu Jorge Luís Borges...

Há precisamente 114 anos, talvez num dia luminoso como este, nasceu este grande homem em Buenos Aires.
Volto sempre à sua obra nas férias. Há escritores assim. Entranham-se no coração e na mente.
A atmosfera que emana da sua leitura provoca-me sempre a mesma sensação.
Uma sensação estranha e maravilhosa. Como se fosse sempre, a primeira vez! 


(Buenos Aires24 de Agosto de 1899 — Genebra14 de Junho de 1986

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quinta-feira, junho 27, 2013
Reconstrução da casa do Poeta Trágico em Pompeia.

Desenho assistido por computador tipo (AutoCAD)
MAKING-OF - Reconstrução da casa do Poeta Trágico.

A propósito de uma excelente exposição no The British Museum, patente até 29 de Setembro de 2013 intitulada Life and death Pompeii and Herculaneum -Vida e Morte em Pompeia e Herculano
Recomendo este livro Pompeia - O Dia-a-Dia da Mítica Cidade Romana de Mary Beard

Pompeia
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 454
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896261931




Um belíssimo livro sobre Pompeia, cuja edição em português data de 2010, pela editora A Esfera dos Livros, onde descreve o seu quotidiano, as suas possíveis origens, a sua integração no Império Romano, os seus hábitos e costumes, a sua gastronomia e economia.
Não é um livro que se centre na tragédia em si, apesar de lhe dedicar algumas considerações, mas sim na vida quotidiana dos habitantes de Pompeia. E é por isso que, com a sua precisão, organização e acessibilidade, julgo que, mesmo para quem - como era o meu caso - tem poucos conhecimentos prévios sobre as bases da vida nessa época, tanto em Pompeia como noutras cidades romanas, este livro pode ser muito esclarecedor.

"Às primeiras horas do dia 25 de Agosto de 79, a chuva de pedra-pomes que caía sobre Pompeia parecia abrandar, fazendo com que muitos habitantes saíssem de casa em busca de um abrigo seguro. Em vão, a erupção do Vesúvio não dava tréguas e os habitantes da pequena cidade no Sul de Itália encontraram a morte nas ruas da cidade que ficou coberta de cinzas, ficando oculta durante cerca de 1600 anos até ser redescoberta no século XVIII. As várias escavações em Pompeia permitiram recriar o dia-a-dia desta cidade da Roma Antiga. As cinzas e a lama moldaram os corpos das vítimas permitindo que fossem encontradas no modo exacto como conheceram a morte, muitas delas com objectos que permitem contar a sua história. Num texto fascinante, onde não faltam imagens e mapas, a historiadora recria o quotidiano dos habitantes de Pompeia, das suas profissões, leva-nos a visitar os banhos, os seus vários bordéis, a conhecer o teatro, os jogos e diversões e apresenta-nos personagens fascinantes como a sacerdotisa Eumáquia, Públio Casca, um dos assassinos de César, os gladiadores..."


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segunda-feira, junho 03, 2013
Segredos da Descolonização de Angola - De Alexandra Marques


Publicado em 21/05/2013
Segredos da descolonização de Angola: entrevista a Alexandra Marques no TVI24 Informação de sábado, 18 de Maio às 22h, por Henrique Garcia

Um livro a considerar. A história faz-se. A verdade está aparecer nua e crua. 

Sinopse do livro.
Que segredos poderão ser revelados sobre a descolonização de Angola? O que terá sido discutido na ilha do Sal (em Setembro de 1974) entre Spínola e Mobutu sobre as condições de transferência do Poder para a FNLA? Que facilidades concedeu o almirante Rosa Coutinho aos Movimentos de Libertação ainda antes do Acordo do Alvor? Porque insiste Almeida Santos que as reuniões de Argel (em Novembro de 1974) entre Melo Antunes e Agostinho Neto resultaram no guião da Penina? Porque quiseram os negociadores nacionais manter secreto o protocolo-anexo ao Acordo que nunca foi divulgado? E que posição assumiram em relação aos bens imóveis dos portugueses residentes no território? Qual o papel de Mário Soares enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros? Qual a razão do conflito entre a Coordenadora do Programa do MFA para Angola e o Alto Comissário Silva Cardoso?
  

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segunda-feira, abril 01, 2013
Personagens do nosso decadente regime.


O autor da biografia “Mário Soares, uma vida” escrutinou a carreira do ex-Presidente e diz que foi beneficiado pela comunicação social, particularmente nos casos relacionados com Macau.

Joaquim Vieira ao i: “Soares foi absolvido pelos media. O mesmo não aconteceria com Cavaco”  

[Clique no link]
Comentário.
Continuo achar que há um antes e um depoissobre este caso de corrupção que manchou para sempre a nossa democracia.
A partir daqui nada foi como dantes. A corrupção política/económica foi sempre tratada com luvas de pelica. Começou aqui e agravou-se  realmente, o “nevoeiro”  judicial sobre a corrupção política, até aos dias de hoje.

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sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Falsear a História


Acabei de ler este livro. Não fiquei espantado, com o que encontrei.
Incongruências e mais incongruências. É um conjunto de omissões e inverdades e uma tentativa torpe de reescrever a história.
O narcisismo do autor é doentio. Ensaio? Isto é mais uma tentativa fraudulenta de fazer História.
Veja e leia, quem com mais propriedade e conhecimento, o revela. AQUI e AQUI
Uma lastimável perda de tempo!

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quinta-feira, abril 26, 2012
Um caso de Bibliomania



Em tempo de Feira do Livro. 

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terça-feira, fevereiro 28, 2012
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore’


Veja ‘The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore’, que venceu o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação

Na 84ª cerimónia dos Óscares, que teve lugar na madrugada de Segunda-feira, a curta-metragem de animação ‘The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore’ venceu o Óscar desta categoria.
A realização foi de William Joyce e Brandon Oldenburg.

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segunda-feira, outubro 10, 2011
Novidades - Livros sobre Angola

Tinta da China edições

Sinopse da obra: Na província angolana da Lunda­‑Norte, onde se concentram as principais áreas de exploração aluvial diamantífera, grande parte dos habitantes vive em regime de quase escravatura. São impedidos de manter actividades de auto­‑subsistência, roubados, torturados, assassinados. As forças armadas e as empresas privadas de segurança protagonizam os crimes com total impunidade. As autoridades e o governo ignoram esses crimes.
Jornalista de investigação, Rafael Marques é um dos principais responsáveis por denunciar e divulgar os esquemas de corrupção que envolvem as mais altas esferas do poder em Angola, bem como as empresas e entidades estrangeiras que com ele negoceiam.«Diamantes de Sangue» é uma investigação sobre personalidades, instituições e empresas envolvidas no negócio dos diamantes e inclui o testemunho de centenas de vítimas.



Dulce Maria Cardoso
1.ª edição: Outubro de 2011
n.º de páginas: 272
tipo de capa: Capa Dura
formato: 14x19,5 cm
isbn: 978­9896710989

Sinopse da obra: “1975 Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas.
O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos não têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles. 1975. Lisboa.
Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retornados — um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia.
A adolescência torna­-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança. África sempre presente mas cada vez mais longe.”
Edições Tinta da China.

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terça-feira, outubro 04, 2011
Uma Radiografia da «Madeira Nova»



Jardim, a Grande Fraude
Uma Radiografia da «Madeira Nova»
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 544
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722124065

Com 35 anos de autonomia política, Governo próprio e grossas transferências do Orçamento de Estado, a que se juntam 25 anos de generosos fundos comunitários, a Madeira modernizou-se por fora mas não se desenvolveu por dentro. Apostou no betão (que trouxe grossos benefícios a uma clientela restrita) e «esqueceu-se» do resto. 
Conheça por dentro o regime, a sua ligação com a Igreja, a Justiça e os media, a teia que criou, a subsídio-dependência generalizada na ilha. Saiba quem é quem no jardinismo, medite na linguagem desbragada do chefe máximo e na sua frustração por não conseguir dar o salto da ilha.
Conheça aqui a rede que governa a Madeira - Madeira Connection. 

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domingo, outubro 02, 2011
Manuscritos do Mar Morto disponíveis em vídeo

Vídeo de apresentação do projecto digital dos Manuscritos do Mar Morto


Manuscritos bíblicos, originários de uma época anterior ao nascimento de Cristo, foram digitalizados e colocados na Internet. Maior conhecimento da antiguidade está agora disponível à distância de um clique.


Os antigos Manuscritos do Mar Morto, documentos bíblicos datados entre os séculos III a.C. e I d.C., foram agora digitalizados e colocados na Internet, através de uma iniciativa conjunta levada a cabo pelo Google e o Museu de Israel, localizado em Jerusalém.

Os documentos históricos foram descobertos entre 1947 e 1956 em Qumran, perto do Mar Morto, e a sua origem é atribuída aos essénios, uma seita judaica que viveu na região há mais de dois mil anos. Entre as centenas de elementos recuperados, encontra-se aquele que é considerado um dos mais antigos documentos bíblicos de que se tem conhecimento, o manuscrito de Isaías.

Entre os cinco pergaminhos disponíveis online, no projecto digital dos Manuscritos do Mar Morto, encontram-se ainda o manuscrito do templo, o manuscrito da guerra, o manuscrito das regras da comunidade e o manuscrito de Habacuc.

Antiguidade e mundo moderno unidos pela tecnologia

A importância histórica dos Manuscritos do Mar Morto faz com que a digitalização destes documentos bíblicos ganhe ainda mais relevância. De acordo com Adolfo D. Roitman, curador no Museu de Israel, "é o tesouro cultural mais importante da nação judaica. Dois mil anos depois, graças à tecnologia, estes documentos estão online".

"Uma das missões do Google é organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil", continua Yossi Matias, responsável pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento do Google em Israel.

As imagens de alta resolução dos manuscritos, cada uma com 1200 megapixéis, são acompanhadas por textos informativos relativos a cada um dos cinco documentos. No caso do manuscrito de Isaías, está também disponível uma tradução em inglês e este pode ser consultado por coluna, capítulo e versículo.

Sugestão de leitura: 
Os Manuscritos do Mar Morto de André Paul 

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sexta-feira, setembro 16, 2011
The Making of The Red Book of Carl Jung


O “Livro Vermelho de Carl Jung  (1875-1961) é considerado o trabalho mais influente e inédito na história da psicologia e era conhecido por poucos amigos do psicólogo.
Quando Carl Jung embarcou numa viagem exploratória do inconsciente, O Livro Vermelho, ou 'Liber Novus' (Livro Novo) foi o repositório/testemunho dessa viagem que chegou até nós.
 Um volume grande e ilustrado por ele entre 1914 e 1930, tem 205 páginas escritas á mão com várias ilustrações que nos fazem lembrar as iluminuras medievais. Muitos dos desenhos pintados por Jung são figuras mitológicas e mandalas, ou seja, diagramas simbólicos circulares utilizados pelo budismo e hinduísmo.
Esta obra foi dada á estampa em 2009. Depois de tanto tempo escondido (50 anos) num cofre da Suíça veja como finalmente chegou a publicação. Veja o trailer de W.W. Norton e Digital Fusion.
Ler mais: La République des livres

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domingo, setembro 11, 2011
11 Setembro de 2011


Há dez anos, o ataque às Torres Gémeas mudou o mundo como o conhecíamos.
É um dia que jamais poderemos esquecer.
Este dia ficou gravado na memória de todos nós, sem excepção!
Não interessa a cor da pele, a religião, o estatuto, ou o país onde se habita.
Este dia é para parar e pensar. Porquê? Porque fizeram aquela barbaridade?
A discussão sobre as implicações do 11 de Setembro na realidade política, religiosa, militar, civilizacional é interminável.
Depois de tanta literatura dada à estampa sobre o tema, há um livro que eu pessoalmente destaco pela sua precisão, está brilhantemente concebido e escrito, no pormenor das personagens, no desenvolvimento das suas ideologias político-religiosas.      
Como tudo começou! Quem são estes fundamentalistas?
O ataque ás Torres gémeas podia ter sido evitadas?
Vale a pena ler e meditar.

A Torre do Desassossego
Lawrence Wright
Prémio Pulitzer 2007

Editora  - Casa das Letras
1ª edição Setembro 2007


Novas imagens do 9/11 por James Nachtwey


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quinta-feira, março 10, 2011
Em Memória de Saldanha Sanches


Apresentação do livro Transparência, Justiça e Liberdade.

 Em memória de Saldanha Sanches, hoje, dia 10 de Março, na Fnac do Chiado, pelas 18h30.

Autor: Luís de Sousa e Domitília Soares (participação de A. Barreto, A. Dores, C. Pimenta, E. Burgoa, J. Triães, J. A. Maltez, M. J. Morgado, M. Fernandes, N. Gonçalves, O. Afonso, P. Morais e P. Morgado).

Editora: RCP Edições

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quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Roteiro das Ruas de Lisboa e Concelho de Loures - 1890


Roteiro das Ruas de Lisboa e Concelho de Loures
por 
Eduardo O. Pereira Queiroz Vellozo
6º ed., Typographia da Rua do Ouro,  1890 

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terça-feira, janeiro 11, 2011
Há 75 anos nascia a Penguin Books


Sir Allen como o homem que mudou os hábitos de leitura de uma nação.

A editora  Penguin Books foi fundada em 1935. Foi uma ideia muito simples, mas bastante radical: boa literatura, com design e qualidade, ao preço de um maço de tabaco.
Eis a fórmula certa para a venda massiva de livros a baixo custo mas com bons conteúdos. Pensou-se que este tipo de livro não era para durar. Mas aconteceu o contrário: hoje são objecto de coleccionadores e um dos orgulhos da edição em Inglaterra. Em Portugal também houve edições da Penguim Books mas pela mão da Ulisseia nos anos 60 e 70. A originalidade do design das capas foram uma lufada de ar fresco no campo editorial.
Há 75 anos Sir Allan Lane reinventou o paperback  com  grande estilo e qualidade, sendo hoje uma referência a nível mundial.

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