António Costa promete à gente da cultura um
Ministério da Cultura, um Ministério do Teatro, um Ministério do Cinema, um
Ministério da Música, um Ministério do Bailado e um Ministério da Ópera.
Desenho assistido por computador tipo (AutoCAD) MAKING-OF - Reconstrução da casa do Poeta Trágico.
A propósito
de uma excelente exposição no The British Museum, patente até 29 de Setembro de
2013 intituladaLife and death Pompeii and Herculaneum -Vida e Morte em Pompeia e Herculano
Recomendo
este livro Pompeia - O Dia-a-Dia da
Mítica Cidade Romana de Mary Beard
Um belíssimo livro sobre Pompeia, cuja edição em
português data de 2010, pela editora A Esfera dos Livros, onde descreve o seu
quotidiano, as suas possíveis origens, a sua integração no Império Romano, os
seus hábitos e costumes, a sua gastronomia e economia.
Não é um livro que se centre na tragédia em si,
apesar de lhe dedicar algumas considerações, mas sim na vida quotidiana dos
habitantes de Pompeia. E é por isso que, com a sua precisão, organização e
acessibilidade, julgo que, mesmo para quem - como era o meu caso - tem poucos
conhecimentos prévios sobre as bases da vida nessa época, tanto em Pompeia como
noutras cidades romanas, este livro pode ser muito esclarecedor.
"Às primeiras horas do dia 25 de Agosto de 79, a
chuva de pedra-pomes que caía sobre Pompeia parecia abrandar, fazendo com que
muitos habitantes saíssem de casa em busca de um abrigo seguro. Em vão, a
erupção do Vesúvio não dava tréguas e os habitantes da pequena cidade no Sul de
Itália encontraram a morte nas ruas da cidade que ficou coberta de cinzas,
ficando oculta durante cerca de 1600 anos até ser redescoberta no século XVIII.
As várias escavações em Pompeia permitiram recriar o dia-a-dia desta cidade da
Roma Antiga. As cinzas e a lama moldaram os corpos das vítimas permitindo que
fossem encontradas no modo exacto como conheceram a morte, muitas delas com
objectos que permitem contar a sua história. Num texto fascinante, onde não
faltam imagens e mapas, a historiadora recria o quotidiano dos habitantes de
Pompeia, das suas profissões, leva-nos a visitar os banhos, os seus vários
bordéis, a conhecer o teatro, os jogos e diversões e apresenta-nos personagens
fascinantes como a sacerdotisa Eumáquia, Públio Casca, um dos assassinos de
César, os gladiadores..."
Santiago Calatrava é um arquitecto bem conhecido em Portugal pela obra icónica da Estação Ferroviária de Lisboa do Oriente , mais conhecida por Gare do Oriente.
Engenheiro e escultor conhecido em todo mundo pela sua
estética de design único, leva as suas obras
de vidro, aço e concreto para além dos limites normais.
Na terça-feira 25 de Outubro, às 17 horas, será apresentado, na Biblioteca da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Rua da Escola Politécnica, nº 135, Lisboa, o livro Leite de Vasconcelos e Orlando Ribeiro. Encontros Epistolares, da autoria de M.F. Alegria, S. Daveau e J. C. Garcia, bem como a revista O Arqueólogo Português, série V, 1.
Na quarta-feira 26 de Outubro, será inaugurada na Biblioteca Nacional de Portugal, Campo Grande, nº 83, Lisboa, a Exposição Orlando Ribeiro. Ponto de Partida, Lugar de Encontro, comemorativa do seu centenário. Às 17 horas, decorrerá um Colóquio no Anfiteatro da BNP, com a participação dos coordenadores da Exposição e das personalidades que testemunharam no Catálogo. Será seguido da entrega do Prémio Orlando Ribeiro, atribuído pela Associação Portuguesa de Geógrafos. Às 18 horas 30, será inaugurada a Exposição na Sala do primeiro andar. Ficará patente ao público até 18 de Fevereiro de 2012 (2ª a 6ª, 13h00-19h00, sábado, 10h00-17h00).
Há mais de 120 anos que o Instituto de Investigação Científica Tropical, em Lisboa, anda a reunir “tesouros” científicos das antigas colónias portuguesas. O PÚBLICO desafiou os investigadores e estes escolheram as oito peças mais valiosas para esta visita virtual. São as suas vozes que contam a história guardada em armários. Por Helena Geraldes, Nicolau Ferreira, Joana Bourgard (som) e Rui Gaudêncio (fotografia)
Igreja Rupestre dos Santos Justo e Pastor - Olleros de Pisuerga
A igreja Olleros é a expressão máxima da arquitectura rupestre em Espanha.
Conhecida por Catedral rupestre. Trata-se da igreja dos Santos Justo e Pastor e está localizada nas fraldas do monte Cilda.
É uma igreja abobadada, conta com duas naves, o eremitério e sacristia. No exterior um conjunto de tumbas antropomorfas, donde se crê também a existência de um cemitério medieval.
Data dos séculos VIII – IX, mas há fortes indícios de que a primeira construção data do século VI ou VII.
A norte desta província dePalencia (comunidade autónoma de Castela e Leão), existe um amplo acervo de edifícios rupestres dignos de uma visita aturada.
(Villarén de Valdivia, Cervera de Pisuerga, Cezura o Villacibio)
Monte Athos significa "Montanha Santa" e fica situado num braço de península da Calcídica, pertencente ao território da Grécia, mas na verdade é uma "entidade teocrática" independente. Por lá existem 20 mosteiros principais, habitados por cerca de 1500 monges ortodoxos. Tratando-se de um território habitado por monges, só podem entrar homens e animais do sexo masculino. É assim há séculos! A única forma de entrar na região é por barco.
A arquitectura teminfluência bizantina. Nos mosteiros podem ser encontrados preciosos tesouros artísticos: antigos manuscritos, ícones e frescos pintados pelos mais ilustres representantes da pintura bizantina.
Desde suas origens, a Montanha Santa hospedou místicos e mestres espirituais cujos escritos foram recolhidos no séc. XVIII numa célebre antologia – a Filocalia, um clássico da literatura católica ortodoxa (Oração de Jesus ou Oração do Coração) que influenciou profundamente o mundo ortodoxo.
A Biodiversidade Heritage Library (BHL) é um consórcio de 12 bibliotecas de história natural e botânica que cooperam para digitalizar e tornar acessível toda a literatura sobre a biodiversidade contida nas suas colecções.
A BHL também serve como o componente fundamental da literatura da Encyclopedia of Life (EOL)
Pode-se passar horas a navegar pelo imenso acervo que nos é oferecido. É um exemplo acabado de um verdadeiro serviço público.
Portugal's most famous cafés are naturally in its capital, but while Lisbon's Café A Brasileira and Versailles certainly have beautiful interiors, it is in the country's second city that we find the most stunning of all cafés in the nation and one of the most attractive in the world. From its façade to its interior, Café Majestic remains a beautiful setting for cultural events, making it more than just a tourist attraction. It continues to live up to its name with a wonderful Belle Epoque atmosphere in its main room and attractive winter garden which have guaranteed it a spot in every café-themed.
O Departamento de Matemática da FCUL organiza durante o 1º semestre de 2011 um ciclo aberto de palestras de frequência quinzenal, às 5ªs feiras às 18:30 dirigidas ao grande público.
Para que serve a matemática? Assista a uma destas palestras e perceba como ela é fundamental. É já hoje, 5ª feira 17 de Março, que o António Machiavelo, da FCUP, vai fazer uma palestra sobre "Números primos e a procura de inteligência extraterrestre".
Todos os anos, por esta altura, é facultada pela Câmara Municipal de Lisboa a visita ás Galerias Romanas. A entrada situa-se na Rua da Prata frente ao nº 77 da Rua da Conceição. Estão abertas a 24, 25 e 26 de Setembro. As visitas são gratuitas e acompanhados por técnicos do Museu da Cidade entre as 10h00 e as 18h00. É uma visita inesquecível e uma oportunidade a não perder para conhecer melhor a história da cidade de Lisboa.
Hoje nos E.U.A. há uma acção pública de mais de 1000 bibliotecários que se reunirão com os seus congressistas, para exporem as suas preocupações com os cortes financeiros de que as bibliotecas estão a ser alvo.
A ALA(a maior organização de bibliotecas dos E.U.A.) alerta para o facto de precisamente em tempos de crise as bibliotecas serem ainda mais procuradas, por uma população que ali encontra serviços como internet, revistas e jornais do dia além de um conforto, que não tem noutro local para as suas leituras.
O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?
O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objecto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os meios electrónicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o director da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter digitalizado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança.
Uma luz na evolução
Dois fósseis descobertos na África do Sul, dotados de inusitada combinação de características arcaicas e modernas, podem ser ancestrais directos do homem
Alexandre Salvador
Os últimos quinze dias foram excepcionais para o estudo das origens do homem. No fim de Março, uma falange fossilizada, encontrada na Sibéria, revelou uma espécie inteiramente nova de hominídeo que ainda existia há 50 000 anos. Na semana passada, cientistas da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, anunciaram uma descoberta similar. São duas ossadas bastante completas – um menino de 12 anos e uma mulher de 30 – encontradas na caverna Malapa, a 40 quilómetros de Joanesburgo. Devido à abundância de fósseis, a região é conhecida como Berço da Humanidade. Nenhum achado até hoje, porém, apresentou as características do menino e da mulher. As longas pernas, a pélvis bem desenvolvida, o rosto achatado e os dentes pequenos são similares aos das espécies mais antigas do género Homo, ao qual pertencemos. Já os braços longos e o formato das mãos sugerem que, apesar da marcha bípede, ainda estavam à vontade nos galhos das árvores. O formato do crânio lembra o do Homo sapiens, a nossa espécie, mas a baixa estatura (1,3 metro) e o cérebro diminuto (420 centímetros cúbicos, um pouco maior que o do chimpanzé) remetem aos australopitecos, os primatas mais antigos na evolução dos hominídeos.
A nova espécie foi baptizada de Australopitecos sediba. Sediba significa fonte em sesoto, uma das onze línguas oficiais da África da Sul. As análises mostraram que o menino e a mulher viveram há 1,95 milhão de anos. Até agora, a tese mais aceita entre os estudiosos aponta o Australopitecos africanus, que viveu na África do Sul entre 3 milhões e 2,4 milhões de anos atrás, como o ancestral imediato do género Homo. A intrigante mistura de características arcaicas e modernas levou os pesquisadores sul-africanos a apresentar a nova espécie como o melhor candidato a antecessor directo do nosso género. A comprovação dessa hipótese ainda depende de estudos posteriores – mas, seja como for, está claro que os fósseis sul-africanos oferecem pistas espectaculares sobre um período especialmente obscuro da evolução humana. "A transição para o Homo continua a ser totalmente confusa", disse à Science o paleontólogo americano Donald Johanson, da Universidade Estadual do Arizona. Johanson é o descobridor da famosa Lucy, na Etiópia, em 1974. Esse esqueleto quase completo de uma fêmea de australopiteco, de 3,2 milhões de anos, está hoje firmemente fixado na árvore genealógica do homem.
O bom estado de preservação dos ossos descobertos na caverna ajudou bastante a apressar o estudo publicado. "Os esqueletos encontrados em Malapa são muito mais completos que os da vasta maioria dos fósseis conhecidos pela paleontologia. Podem-se contar nos dedos das mãos os exemplares semelhantes a esses", diz o paleontólogo americano Lee Berger, o principal autor do estudo. O par, talvez mãe e filho, parece ter caído por uma fenda no tecto da caverna. Outros animais, entre eles um felino de dentes de sabre, cujos fósseis também foram achados na caverna, parecem ter sido presas da mesma armadilha natural. A aposta dos cientistas é que tanto os hominídeos quanto os animais estavam em busca de água em meio a uma seca. Agora, os Australopitecos sediba se tornam personagens chave da paleontologia.