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sábado, agosto 24, 2013
Aos 24 de Agosto de 1899 nasceu Jorge Luís Borges...

Há precisamente 114 anos, talvez num dia luminoso como este, nasceu este grande homem em Buenos Aires.
Volto sempre à sua obra nas férias. Há escritores assim. Entranham-se no coração e na mente.
A atmosfera que emana da sua leitura provoca-me sempre a mesma sensação.
Uma sensação estranha e maravilhosa. Como se fosse sempre, a primeira vez! 


(Buenos Aires24 de Agosto de 1899 — Genebra14 de Junho de 1986

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quinta-feira, junho 13, 2013
Fernando Pessoa, 125º aniversário do Poeta.


Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimento nenhum.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.

Fernando Pessoa 

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terça-feira, fevereiro 07, 2012
Bicentenário de Charles Dickens na Biblioteca Nacional


Belos livros de sempre, marcaram gerações sucessivas, livros que vale a pena reler.
A BNP celebra o bicentenário do nascimento de «Charles Dickens em Portugal», com uma exposição biblio-iconográfica promovida em parceria com o Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa. De 1 de Fevereiro a 10 de Março.(CEAUL)

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segunda-feira, outubro 10, 2011
Novidades - Livros sobre Angola

Tinta da China edições

Sinopse da obra: Na província angolana da Lunda­‑Norte, onde se concentram as principais áreas de exploração aluvial diamantífera, grande parte dos habitantes vive em regime de quase escravatura. São impedidos de manter actividades de auto­‑subsistência, roubados, torturados, assassinados. As forças armadas e as empresas privadas de segurança protagonizam os crimes com total impunidade. As autoridades e o governo ignoram esses crimes.
Jornalista de investigação, Rafael Marques é um dos principais responsáveis por denunciar e divulgar os esquemas de corrupção que envolvem as mais altas esferas do poder em Angola, bem como as empresas e entidades estrangeiras que com ele negoceiam.«Diamantes de Sangue» é uma investigação sobre personalidades, instituições e empresas envolvidas no negócio dos diamantes e inclui o testemunho de centenas de vítimas.



Dulce Maria Cardoso
1.ª edição: Outubro de 2011
n.º de páginas: 272
tipo de capa: Capa Dura
formato: 14x19,5 cm
isbn: 978­9896710989

Sinopse da obra: “1975 Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas.
O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos não têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles. 1975. Lisboa.
Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retornados — um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia.
A adolescência torna­-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança. África sempre presente mas cada vez mais longe.”
Edições Tinta da China.

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domingo, janeiro 30, 2011
O Velho que Lia Romances de Amor, versão Lego


O Velho que Lia Romances de Amor

O mais conhecido best-seller deste autor chileno Luís Sepúlveda, O velho que lia romances de amor, é dedicado a Chico Mendes, morto numa emboscada por defender a floresta e os direitos das tribos amazónicas.

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terça-feira, novembro 02, 2010
Frases históricas e sempre actuais...

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sexta-feira, junho 18, 2010
José Saramago


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quarta-feira, junho 09, 2010
António Manuel Couto Viana


Viana do Castelo, 24 de Janeiro de 1923 - Lisboa, 8 de Junho de 2010
 Encenador, tradutor, poeta, dramaturgo e ensaísta português.
_
in Público
in Sobre o tempo que passa
Um exemplo de sacanagem dos "nossos" deputados!

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terça-feira, março 09, 2010
Maria Helena da Rocha Pereira

 


Maria Helena da Rocha Pereira, Catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e também a primeira catedrática da Universidade, autora de uma obra vastíssima no domínio dos estudos helénicos recebeu o Prémio Vida Literária, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores.
Nada melhor de que reler a entrevista que, há um ano, deu ao jornalista António Guerreiro e que foi publicada no jornal Expresso (Actual) (Fotografia de José Ventura)

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domingo, junho 14, 2009
Jorge Luís Borges


Título: Jorge Luís Borges

Autor: Jason Wilson

ISBN: 978-989-8171-17-7

Publicação: Maio 2009

Encadernação: Capa mole

Formato: 138 x 215 mm

Páginas: 176

Esta biocrítica sobre Jorge Luís Borges é na realidade uma boa abordagem onde de uma forma sucinta o autor relaciona as leituras, a biografia e a vivencia diária com a mítica cidade de Buenos Aires.

Para quem conhece o mundo de Borges e as suas idiossincrasias não trás novidades de relevo. Mas para quem se quer iniciar de uma forma séria no mundo incrível de Borges, este é um livro muito interessante a ter em conta.

É mais uma sugestão de leitura.

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sábado, maio 30, 2009
O que Dói às Aves

Sempre amei por palavras muito mais
do que devia

são um perigo
as palavras

quando as soltamos já não há
regresso possível
ninguém pode não dizer o que já disse
apenas esquecer e o esquecimento acredita
é a mais lenta das feridas mortais
espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo
e vai cortando a pele como se um barco
nos atravessasse de madrugada

e de repente acordamos um dia
desprevenidos e completamente
indefesos

um perigo
as palavras

mesmo agora
aparentemente tão tranquilas
neste claro momento em que as deixo em desalinho
sacudindo o pó dos velhos dias
sobre a cama em que te espero

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domingo, maio 10, 2009
A Formação da Literatura Angolana 1851 – 1950


Clique nas imagems para aumentar

Autor: Mário António Fernandes de Oliveira
Editora: Imprensa Nacional – Casa da Moeda
Ano do Livro: 1997
Nº Páginas: 405
Encadernação: Brochado

♦♦♦


Apesar da obra não ser uma novidade editorial (edição de 1997), é uma boa referência para quem está interessado em conhecer os primórdios da literatura Angolana.
A obra acima referida é uma fonte de informações bastante fecunda sobre a génese da literatura angolana.
Cada página é uma revelação!
A 13 de Setembro de 1845, data que é considerada a da fundação da imprensa em Angola – o Boletim do Governo-Geral da Província de Angola.
Tinha um carácter multifacetado, que incluía uma parte não oficial, onde se publicaria o primeiro livro de intenção literária, Espontaneidades da Minha Alma – Às Senhoras Africanas, de José da Silva Maia Ferreira, o primeiro livro de poemas publicado na África Portuguesa.

Outro exemplo: havia periódicos alguns já republicanos assumidos como o Farol do Povo – 1883, de Arantes Braga, em cuja lista de correspondentes e assinantes, espalhados pelas principais cidades da província se pode verificar a existência de uma maioria crioula activa, que integraram a sociedade Angolana até meados do século XX, isto muito antes de existir em circulação em Portugal um jornal republicano.

Havia jornais em quimbundo, uma das principais línguas nativas, geridos por crioulos, e até jornais que defendiam em oitocentos a independência de Angola em relação à metrópole. Todo este material circulava livremente em Luanda.
Também não posso deixar de referir a influência maçónica e o aparecimento das respectivas lojas maçónicas nas mais diversas cidades de Angola e a sua relação com a imprensa.

Esta obra é realmente uma fonte cheia de interesse tanto para angolanos como para luso-angolanos.

Não cabe aqui neste simples “post” uma explanação mais alargada sobre a obra, além de impossível seria muito fastidioso.
Tem somente o intuito de alertar para uma obra que nos faz mergulhar nos primórdios das letras de Angola, e por conseguinte na sua História mais profunda.

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sexta-feira, janeiro 09, 2009
Boris Pasternak e os Camaradas


A propósito do post “Xeque ao Boris” por Rui Bebiano do seu magnifico blog A Terceira Noite gostava de lhe perguntar qual é a admiração sobre o caso, dado as restrições de toda a ordem a que os escritores na União Soviética estavam sujeitos.
Já agora quantos membros da Real Academia Sueca trabalharam para o KGB, dado a quantidade de escritores que foram agraciados com o Nobel, cujo único mérito eram somente serem marxistas ou envolvidos em organizações pró-bloco leste?

Já agora talvez não faça mal ler uma passagem de Maria José Oliveira cujo excerto do artigo transcrevo a seguir. “A obra maldita de Boris Pasternak”
O incómodo e a fúria

Ao contrário do que o meio intelectual soviético propagandeou, Pasternak não recebeu o prémio por causa de "Doutor Jivago" (embora o próprio autor tenha tentado desculpar-se da atenção que lhe era dada pelo Ocidente, apontando como motivo a publicação do livro, em Itália). O seu nome já constava da lista de prováveis nomeados da Academia Sueca desde o fim da II Guerra e em causa estava a sua obra poética. De 1946 a 1950, esteve sempre na "short-list" de candidatos. E voltou a ser colocado em 1957, ano em que o laureado foi Albert Camus, que, aliás, elogiou Pasternak no seu discurso na cerimónia de entrega do prémio.

Os rumores de que Pasternak poderia vir mesmo a ganhar o Nobel causavam grande incómodo no interior da União de Escritores Soviéticos. E quando foi anunciado o vencedor de 1958 - "pelo seu importante feito tanto na lírica poética contemporânea como na área da grande tradição épica russa" - o incómodo transformou-se em fúria.


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segunda-feira, dezembro 08, 2008
António Alçada Baptista

ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA
1927-2008

Foi nos anos 70 que José de Campos Manteigas, meu tio, me deu a conhecer Alçada Baptista. Natural da Beira-Baixa como ele, e talvez pelo seu catolicismo lúcido e humanista, desprendido de vaidades, deu-me a ler o Alçada como ele dizia.
O facto é que parece que li todos os seus livros. Sendo um autor de afectos e bastante afectuoso no seu trato, e com uma independência intelectual muito pessoal, gostei da sua escrita e da sua filosofia até hoje.
Paz á sua alma.

Obra
  • Peregrinação Interior
  • Reflexões sobre Deus (1971)
  • Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança (1982)
  • Documentos Políticos (crónicas e ensaios, 1970)
  • O Tempo das Palavras (1973)
  • Conversas com Marcello Caetano (1973)
  • Os Nós e os Laços (romance, 1985)
  • Catarina ou o Sabor da Maçã (novela, 1988)
  • Tia Suzana, meu Amor (romance, 1989)
  • O Riso de Deus (romance, 1994).

Revista O Tempo e o Modo 1963 Director

Revista fundada em 29 de Janeiro de 1963, tendo como primeiro director António Alçada Baptista. Ligada à Editora Moraes e à colecção do Círculo do Humanismo Cristão. Mobiliza, na sua primeira fase, uma série de intelectuais católicos críticos do salazarismo, como Nuno de Bragança, Pedro Tamen, João Bénard da Costa, Alberto Vaz da Silva, Mário Murteira, Adérito Sedas Nunes, Francisco Lino Neto, Orlando de Carvalho, Mário Brochado Coelho. Alarga-se a outros sectores da esquerda, como a Mário Soares e a Salgado Zenha, vindos do MUD, ao então comunista Mário Sottomayor Cardia, e à jovem geração de líderes estudantis, como Manuel Lucena, Vítor Wengorovius e Medeiros Ferreira. Esta última acaba por preponderar na revista, mobilizando Vasco Pulido Valente. Em 1967-1968, a revista perde as raízes personalistas e católicas e vira ainda mais à esquerda, iluminada pelos fulgores do Maio de 1968, sob a direcção de Bénard da Costa e de Helena Vaz da Silva e com a entrada de Luís Salgado Matos e Júlio Castro Caldas. Colaboram então futuros socialistas e comunistas como Alfredo Barroso, Jaime Gama, José Luís Nunes, António Reis, Luís Miguel Cintra, Jorge Silva e Melo, Nuno Júdice e Manuel Gusmão. Em 1970, numa maior guinada à esquerda, a revista passa a ser porta-voz do maoísmo lusitano, com a entrada de Arnaldo Matos e Amadeu Lopes Sabino

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quinta-feira, outubro 09, 2008
Nobel da Literatura


O Nobel da Literatura foi hoje atribuído ao escritor francês
Jean-Marie Gustave Le Clézio.
Livros publicados em Portugal:
Publicações Dom Quixote
  • Deserto
  • Estrela Errante

Publicações Europa-América

  • O Processo de Adão Pollo

Assírio & Alvim

  • O Caçador de Tesouros

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quinta-feira, abril 10, 2008
Agostinho Neto e os ridículos.

(Entrevista no angolense)
Ter dito em entrevista a um jornal de Luanda que «Uma pessoa que ache que o Agostinho Neto, por exemplo, foi um extraordinário poeta é porque não conhece rigorosamente nada de poesia. Agostinho Neto foi um poeta medíocre. O mesmo se pode dizer de António Cardoso ou de António Jacinto. Foram todos eles grandes figuras do nacionalismo angolano [...] mas eram fracos poetas.»

-oOo-
Uma simples entrevista de Jose Eduardo Agualusa desencadeou uma onda de indignação entre a nomenclatura cleptomaníaca de Luanda.
Parece que muita gente ficou perplexa com a reacção.
Uns acham graça à situação, outros ficaram preocupados, pois não se esqueceram dos massacres que essa mesma sociedade esclarecida pós-colonial cometeu em Angola em 27 de Maio de 1977. Com o conhecimento e cumplicidade de escritores como o Pepetela (galardoado com o Prémio Camões) e Luandino Vieira que também foi indigitado para tal.
Teve o bom senso de o recusar!

Esta “indignação” além de ridícula, atesta bem o grau de estupidez e ignorância, que grassa nas hostes “bem” pensantes de Luanda.
Ler mais:

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domingo, janeiro 06, 2008
Luiz Pacheco


Luiz Pacheco 1925-2008

LUIZ PACHECO o marginal da Literatura Portuguesa faleceu este sábado.

Este homem era um libertino na verdadeira acessão da palavra, mas escrevia bem e era um homem de coragem. Gostava dele pela sua obra que hoje está tão esquecida e pelo seu desassombramento.

Vale a pena ler por quem de direito o conhece bem: Aqui e aqui e aqui e aqui.

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terça-feira, janeiro 01, 2008
The Swarm


The Swarm – “O Quinto Dia” de Frank Schätzing é um Eco – Thriller de 917 páginas. Um tijolo.
Tinha curiosidade em ler este livro, dado que o tema de fundo se me afigurava interessante.
A exploração excessiva dos mares e o tratamento selvagem que dele fazemos preocupa-me em todos os aspectos.
A ficção científica é um meio muitas vezes eficaz para alertar as pessoas para determinados problemas, nomeadamente para a preservação do meio ambiente.
Nesta perspectiva o livro falha. O autor produziu um livro excessivamente grande e muitas vezes perde-se, dando a sensação que foi escrito por diversas fases e com uma preocupação excessiva de uma visão cinematográfica dos factos.
Neste caso talvez o filme (se vier a concretizar) seja melhor que o livro.
Contudo recomendo a sua leitura.

As duas definições descritas abaixo são para esclarecer o porquê do título do livro tanto em inglês como em português.
  • The Swarm/swawm/ noun 1 a a large mass of flying insects. b a colony of honeybees, esp when emigrating from a hive with a queen bee to start a new colony elsewhere. c a cluster of free-floating or free-swimming single-celled organisms. 2 a group of animate or in-animate things, esp when massing together: There were swarms of sightseers. [ Old English swearm]
    Definição encontrada no dicionário “The new PENGUIN English Dictionary”
  • “O Quinto Dia” analogia referente à Bíblia e à criação no livro do Génesis onde consta que Deus criou, segundo as suas espécies, os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas, e todas as aves aladas, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. (*)
    Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos e enchei as águas do mar e multipliquem-se as aves sobre a terra» (*) Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia.

    (*) Segundo a Bíblia da Difusora Bíblica dos Franciscanos Capuchinhos de 2001 Lisboa/Fátima (e muito bem) toda esta narração não se opõe ao evolucionismo ou outras teorias científicas, sobre a origem dos seres […] Trata-se de uma esquematização poética, não de uma reportagem histórica. Pagina 25

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sexta-feira, outubro 12, 2007
Nobel da Literatura


Doris Lessing a mais recente Prémio Nobel da Literatura.
Os Prémio Nobel atribuído pela Academia Sueca anualmente, para a literatura assim como para a “Paz” pouco ou nada significam para mim.

Qual a razão?
Muito simples!
Estes prémios pouco ou nada têm a ver com o “conteúdo da obra”para que supostamente foram premiados.
Há sim uma carga ideológica muito grande na atribuição do prémio – a “obra” é só um pano de fundo.
O que eles estão agraciar é o conteúdo político. Basta reparar nos comentários e nos saltos de alegria das feministas e comunistas e seus apaniguados terceiro-mundistas.

O contentamento destes indivíduos é tão evidente e apressado que até se esquecem, e admitem por fim que nunca leram nenhum livro da senhora… mas agora vão ter oportunidade para tal…

No fundo é sempre uma anti-fascista, uma anti-colonialista, protestou contra o apartheid.
Caramba mereceu o prémio…!
Ou seja – a conversa da treta do costume, mas que não conhecem a obra, lá nisso não restam dúvidas.
Esta autora tem mais de dez livros traduzidos e editados em Portugal há anos.

Na minha modesta opinião há autores muito melhores que mereciam ser galardoados.
Mas pelos vistos têm um problema sério! Não são da cor do júri.
Adenda:
O Nobel da Paz foi hoje atribuído a Al Gore e ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mais um (fala-barato) galardoado pela Academia Sueca para Nobel da “Paz” !!!
O politicamente correcto é ridículo e até nefasto para a credibilidade das instituições.

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segunda-feira, abril 09, 2007
Alexandre O´Neill

Caixadòculos
- Patriazinha iletrada, que sabes tu de mim?
- Que és o esticalarica que se vê.

- Público em geral, acaso o meu nome…
- Vai mas é vender banha de cobra!

- Lisboa, meu berço, tu que me conheces…
- Este é dos que fala sozinho na rua…

- Campdòrique, então, não dizes nada?
- Ai tão silvatávares que ele vem hoje!

- Rua do Jasmim, anda, diz que sim!
- É o do terceiro, nunca tem dinheiro…

- Ó Gaspar Simões, conte-lhes Você…
- Dos dois ou três nomes que o surrealismo…

- Ah, já agora sim, fazem-me justiça!

- Olha o caixadòculos todo satisfeito
a ler as notícias…

Alexandre O´Neill,
Feira Cabisbaixa, 1965

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